Rádio Cenecista de Picuí

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Vazão da transposição de águas do Rio São Francisco diminui e fim de racionamento em CG é adiado

Racionamento em Campina Grande e outras 18 cidades tinha previsão de terminar em 1º de agosto
Foto: Artur Lira/G1/Arquivo
Necessidade de manutenções na fase de teste tem provocado oscilações na vazão de água liberada para Paraíba 
O fim do racionamento de água para Campina Grande e outras 18 cidades do Agreste paraibano vai ser adiado mais uma vez. A última previsão apresentada era de que o racionamento acabasse em 1º de agosto deste ano, mas, devido a uma redução na vazão de água que chega à Paraíba, através da transposição do Rio São Francisco, os órgãos que fazem a gestão da água e abastecimento não sabem quando será possível terminar o racionamento.


Segundo o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), o projeto foi feito para oferecer 9 m³ de água por segundo para Monteiro, mas a maior vazão já atingida, desde que a obra foi inaugurada, foi de 7,8m³ por segundo. Entretanto, nos últimos meses a vazão foi reduzindo e chegou a menos de 3,2 m³ por segundo.

“O que chega em Monteiro interfere diretamente no que chega em Boqueirão, já que estamos sem chuvas significativas. Quando a vazão estava em 7,8m³ por segundo, Boqueirão estava recebendo 3,2m³ por segundo. Agora deve chegar cerca de 2m³ por segundo, em Boqueirão. Já a saída de água de Boqueirão é de 0,8m³ de água”, explica João Fernandes.

Vazão das águas da transposição
A redução tem sido necessária para a realização de reparos e ajustes na obra. O Ministério da Integração Nacional explicou que a obra de transposição do Rio São Francisco, no eixo leste, está em fase de pré-operação e que este período serve para realizar reparos e os ajustes nos canais e estações elevatórias, para que a obra funcione corretamente.

O ministério destacou também que é por este motivo que a população ainda não está pagando pela água que chega através da transposição.

Apesar da redução na vazão, João Fernandes explica que não há motivo para pânico da população. Apenas será necessário um pouco mais de paciência para se saia do racionamento. “Não foi uma redução por pane, mas, sim por manutenção necessária. A água continua chegando a Boqueirão, mas, enquanto a vazão não aumentar, a curva de crescimento do volume vai ser menor”, disse o presidente da Aesa.

Já sobre um novo prazo para o fim do racionamento, João Fernandes explica que está mantido o fim para quando ele atingir 8,2% da capacidade total, mas não sabe quando esse volume vai ser atingido. “Sabemos que vai chegar, mas, enquanto houve essas variações de vazão, não teremos como dizer uma data. Se aumentar a vazão chega mais rápido. Se diminuir a vazão levará mais tempo. O importante é que não está deixando de chegar água”, destacou ele.

Boqueirão
O açude de Epitácio Pessoa, conhecido como açude de Boqueirão, no Cariri paraibano, é usado para o abastecimento de Campina Grande e outras 18 cidades. Ele tem capacidade para armazenar até 411,686 milhões de m³ de água, mas, nesta quarta-feira (12) está com apenas 29,76 m³, o que representa 7,2% da capacidade total. Para que as cidades saiam do racionamento é preciso que Boqueirão saia do volume morto, que é quando o volume está acima de 8,2%, o que representa cerca de 33 milhões de m³ de água.

G1 PB

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