Rádio Cenecista de Picuí

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Como vivia a população de Nova Palmeira entes da chegada da luz elétrica

A cidade de Nova Palmeira fez uso de um gerador entre 1956 e 1967

Você consegue imaginar como seria viver sem eletricidade? Para as novas gerações, a falta da energia elétrica é algo inimaginável. Seria impossível viver sem computador, geladeira, televisão, chuveiro elétrico e tantos outros confortos e comodidades trazidas pela energia.


Contudo, até o século 19, todos viviam apenas da iluminação solar no Brasil. Nesse período, as pessoas dormiam bem cedo ou ficavam em casa, iluminados pela luz da lamparina ou do lampião.


A cidade de Nova Palmeira viveu essa situação até 1956 quando, ainda distrito de Pedra Lavrada, recebeu através da administração do prefeito Eugênio Vasconcelos, a energia de motor diesel, acionado por um gerador.

Era um período completamente diferente do atual, porém, de muitas lembranças boas para quem viveu a época. O gerador, que foi operado por José Francisco Medeiros (Zizi) e tempos depois por Uede, funcionava das 18h00 às 21h30. Eram gastos cerca de oito litros de combustível por noite.
 
Zizi era o operador da máquina que gerava energia
(Foto: Reprodução)
Depois de piscar umas três vezes, em intervalos com cerca de três minutos, o equipamento era desligado.

Era dar a primeira piscada e a turma sair correndo atrás do lampião, vela ou lamparina, mas, geralmente, nesse horário a cidade quase toda já estava dormindo. 

Nessas condições, a população local precisava improvisar em muitas atividades. Para passar roupa eram usados ferros à brasa. Os banhos eram frios ou com água aquecida no fogão à lenha.

A ausência de energia elétrica naquela época implicava, diretamente, na impossibilidade de se conservar alimentos frescos por muito tempo, o que obrigava as pessoas a adquirir apenas o suficiente para a refeição do dia. A carne era comprada em porções de um quilo ou pouco mais, suficiente para o almoço e o jantar do dia. Só depois de algum tempo que chegou a primeira geladeira a gás, de Maria dos Santos Pinheiro (Mocinha de Chico Pedro).

A máquina que funcionava uma época, ficava quebrado outra, só deixou de operar com a chegada da luz elétrica no ano de 1967, quando Nova Palmeira já contava com quatro anos de emancipação política.

Dormir cedo, sair durante a noite na companhia de amigos à luz da lua ficou no passado. Embora a luz elétrica atualmente seja indispensável, os anos vividos pela população nova-palmeirense nos idos dos anos 50 e 60 deixam saudades indeléveis.

Blog NP

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