Rádio Cenecista de Picuí

terça-feira, 11 de abril de 2017

Em programa de rádio, motorista fala sobre paralisação em NP; secretária explica a situação

Durante a apresentação do jornal da Rádio Cenecista de Picuí, que foi ao ar às 11h00, o representante dos motoristas nova-palmeirenses e a secretária de Educação falaram sobre situação financeira da classe

Os motoristas da Prefeitura de Nova Palmeira amanheceram de braços cruzados, nesta terça-feira, 11. O motivo alegado para a paralisação, que foi tomada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú e Seridó (SINPUC), é a correção dos seus salários.


Durante a apresentação do jornal da Rádio Cenecista de Picuí, que foi ao ar às 11h00, o representante dos motoristas nova-palmeirenses, Albervânio, expôs os motivos para paralisação. “Resolvemos parar porque a gestão atual não entrou em acordo com nossa classe, em relação a gratificação que a gente já recebia. Temos uma carga horária que ultrapassa as 75 horas semanais e, no ato da inscrição do concurso mostrava ser de 40 horas. Fazíamos três anos que ganhávamos R$ 500,00 para cumprir o restante do horário e, ao mudar de prefeito não entramos em acordo. Inclusive, em março foi colocado apenas apenas o salário mínimo, que é  de R$ 937,00, e com o desconto de 11% fica R$ 836,00. Fizemos uma proposta para uma gratificação de R$ 700,00 sem acordo, depois reduzimos para R$ 600,00, também sem acordo, e esta semana, depois do pagamento de março, fizemos outra reunião, e eles queriam que fizéssemos essa rota por uma gratificação de apenas R$300,00, só que não fomos de acordo. Por isso que estamos paralisando por 48 horas”.

Albervânio ainda evidenciou a convocação realizada pela administração de novos motoristas para os substituí-los durante os próximos dois dias. “O que mais me espanta no momento, não é nem a gestão querer pagar a gratificação (R$ 300,00) a gente, e sim, saber que pegaram motoristas na cidade sem habilitação e sem curso de transporte escolar e colocaram para fazer a rota que a gente realiza. Isso é um negócio para ser apurado, pois não é brincadeira, é um assunto sério”.

O servidor finalizou dizendo que sem acordo, a classe vai até onde puder, para que possa conseguir seus direitos.

Minutos depois a explanação do motorista, a secretária de Educação, Edilândia Ferreira, entrou em contato com a rádio para esclarecer a situação. Segundo Edilândia, a Prefeitura de Nova Palmeira vem passando por uma situação de dificuldade há anos, e que no momento não é diferente. “Nova Palmeira vive quase em estado de calamidade, com relação a recursos públicos, por causa de gestões anteriores que não geriram bem os recursos. Estamos fazendo uma avaliação minuciosa para resolver a situação. Não podemos resolver os problemas de 40 anos, em 100 dias”.

Sobre a questão dos vencimentos dos condutores de Nova Palmeira, a gestora explicou. “A gente sabe que o salário dos motoristas é o mínimo, e entende que não é justo. Mas, neste momento, não temos como pagar a mais aos motoristas pela situação que vive a prefeitura. A região inteira sabe que ficou salários atrasados da gestão anterior (dezembro e décimo terceiro). Em processo de negociação com o SINPUC, a gente negociou na medida do possível, pagar R$ 300,00 de gratificação, que não foi aceita. A prefeitura não tem condições alguma de pagar além do que foi ofertado, pois iríamos atrasar os salários dos funcionários. Os R$ 500,00 pagos de gratificação na administração anterior, não temos como oferecer, pois nossa folha é altíssima. Se compararmos os salários dos motoristas dos municípios vizinhos não estamos tão aquém do que se paga lá".

Quantos aos substitutos que foram chamados para assumir as vagas deixadas pelos titulares, a secretária disse que “a gestão não achou justo que os alunos da cidade assistissem aulas, enquanto os estudantes da zona rural perdessem. Então, providenciamos motoristas habilitados para que fizessem esses transportes”.

Perguntada sobre o que falar aos profissionais do volante, Edilândia pediu ponderação. “Neste momento temos que ter cautela, pois vivemos uma crise financeira mundial, que atinge os municípios, e Nova Palmeira é um dos mais afetados”.

Nova Palmeira tem 17 motoristas lotados em três secretarias: Saúde, Educação e Agricultura, e a paralisação iniciada nesta terça, será de 48 horas. Os trabalhadores retomam as atividades na quarta-feira, 13.

Blog NP

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