Rádio Cenecista de Picuí

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Justiça manda soltar empresário de banda de forró suspeito de planejar assalto no RN

Empresário de uma banda de forró, homem foi preso em julho na Paraíba. Ele é acusado de ser o mentor de roubo de joias em uma pousada de Caicó

A Justiça do Rio Grande do Norte mandou soltar um empresário de 22 anos, preso em julho na Paraíba, suspeito de envolvimento em um assalto a um grupo de revendedores de joias em uma pousada na cidade de Caicó, no Seridó potiguar. O crime aconteceu em maio deste ano.


O homem, que é empresário de uma banda de forró, foi preso no dia 21 de julho na casa da companheira em João Pessoa, capital da Paraíba. Segundo a polícia, ele havia fugido depois de receber a informação de que um mandado de prisão temporária contra ele havia sido expedido. Apontado como o mentor intelectual e apoiador logístico do assalto a um grupo de revendedores de joias, o homem e mais duas pessoas foram presas na operação “Midas”.

O crime aconteceu no dia 28 de maio em Caicó. Três homens armados entraram na pousada, renderam os funcionários e clientes, trancaram em um cômodo e fugiram levando as joias que estavam com as vendedoras. A pousada, de uma ex-senadora do Rio Grande do Norte, era usada pelas mulheres como ponto de repasse do material. O roubo tem a soma de, aproximadamente, R$ 1 milhão, com um total de 30 kg de ouro.

O órgão julgador no TJRN considerou, dentre outros pontos, o voto do relator, desembargador Glauber Rêgo. Ele apontou que a prisão temporária foi legítima, contudo a conversão dela em prisão preventiva teve “caráter genérico e vazio de fundamentação”. A defesa alegou que o acusado não tinha conhecimento de que havia um mandado de prisão contra ele e que não teve a intenção de fugir, já que postava nas redes sociais sua localização, quando acompanhava os shows da banda.

No voto, o desembargador decidiu pela substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas, que obriga o comparecimento em juízo, a cada quinze dias, para informar e justificar suas atividades, bem como, tomar ciência de todos os atos processuais na secretaria judiciária da Vara Criminal da Comarca de Caicó, onde tramita o processo.

O acusado também fica impedido de manter contato com pessoas relacionadas ao fato investigado, corréus, testemunhas e vítima, bem como não se ausentar da Comarca de Caicó, considerando o raio de até 50km, exceto quando à trabalho e autorizado judicialmente, devendo recolher-se em seu domicílio durante o período noturno e nos finais de semana.

A decisão também determinou a prestar fiança no valor de 80 salários-mínimos, devendo ser firmado e anotado o termo de fiança e submeter-se ao monitoramento eletrônico, a depender da disponibilidade técnica do Estado.

G1 RN

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