Rádio Cenecista de Picuí

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Psicóloga orienta a lidar com divergências políticas

A especialista esclarece que as pessoas estão cada vez mais intolerantes umas com as outras, independente do aspecto político e que é necessário ouvir o outro para evitar atritos

Quando as eleições se aproximam, as disputas políticas tornam-se ainda mais acirradas e podem aumentar as discussões entre amigos e familiares, sobretudo quando os ideais são diferentes. Essas divergências são expostas também nas redes sociais, fazendo com que tomem uma maior proporção e se tornem uma discussão pública, o que tende a prejudicar as relações afetivas e interpessoais.


É assim que avalia Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida Saúde. “A sensação é como se estivéssemos em um divisor de águas, onde você deve, obrigatoriamente, estar em um lado. Dessa forma, o que mais atrapalha nas relações é justamente quando você escolhe o lado diferente daquele de quem você ama. Nesse ponto, o amor parece que desaparece, as afinidades são restritas a um único ponto político”, explica.

A especialista esclarece que as pessoas estão cada vez mais intolerantes umas com as outras, independente do aspecto político e que é necessário ouvir o outro para evitar atritos. “O mais importante em qualquer discussão é ter bom senso. É saber quando parar, quando calar, quando ouvir, quando refletir.  O que ouvimos ou lemos pode não ser tão descartável, é como se contribuísse para um saber a mais, não necessariamente para servir de oposição”, orienta.

Por causa disso, a psicóloga ressalta que o ideal é procurar conversar sobre o assunto sem pretensão ou com soberba, uma vez que a verdade é relativa e não absoluta. “É preciso procurar se informar e saber qual a fonte. É importante também manter uma postura coerente com o que você pensa, sem necessariamente acreditar que quem pensa diferente é corrupto ou simplesmente não serve para a sua companhia. É momento de resgatar a cidadania”, aconselha Sarah Lopes.

MaisPB com Assessoria

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